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Cinema: As Cinquenta Sombras de Grey

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Para a felicidade de milhões de mulheres, a adaptação do popular livro escrito por E.L. James chega aos cinemas. Mas para a infelicidade dos espectadores, sinceramente, as coisas podiam ter corrido melhor…

As Cinquenta Sombras de Grey conta a história de Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma finalista de literatura inglesa que conhece o bilionário solteiro Christian Grey (Jaimie Dornan), durante uma entrevista para o jornal da faculdade.
A partir deste encontro, ambos desenvolvem uma relação de pseudo-amor cheia de perversão. Mas esta é a forma que Mr. Grey mostra o seu afecto. Ele não namora, ele convida a rapariga a ir para a “sala de diversões” mostrar aquilo que ele realmente gosta de fazer.

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É com base nisto que o filme revolve, com uma dose de emoção e alguma perversidade à mistura. Ainda que seja uma pelicula onde a ideia de explorar os limites pessoais, este tenta demasiado em contar uma história, que fica relativamente mal contada, se deixarmos passar uns quantos detalhes. Mas o resto é aceitável dentro do género e sinceramente, piores coisas já passaram nos cinemas.

Entretanto é a química entre Ana e Christian que muda a cada cena, podendo estar entre o carinhoso e amável, o agressivo e antipático ao puramente sexual. Estas mudanças deixam o espectador quase sempre a tentar adivinhar o que vem a seguir, mas é com as interpretações algo decentes de Johnson e Dornan que faz com que hajam alguns momentos interessantes.

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É também a realização de Sam Taylor-Johnson que torna tudo isto minimamente plausível para aguentar as duas horas de filme, juntamente com a direcção de fotografia de Seamus McGarvey (The Avengers), que torna o filme bonito de se ver em grande parte das cenas.

Infelizmente a banda sonora é demasiado intrusiva, substituindo as intensas composições de Danny Elfman, que acompanham o filme bastante bem, por remixes banais de electro-pop de temas populares, retirando qualquer tipo de intensidade que a cena tivesse, sem que houvesse necessidade.

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Como um romance perverso um homem poderoso e uma rapariga vulnerável, funciona. Tal como Twilight funcionou como uma história de amor entre uma humana, um vampiro e um lobisomem. Apenas não será ao gosto de muitos.

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