Coisas da Interwebs

Playlist: 2014, ano das surpresas

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Entre novas aparições, como Marmozets e Royal Blood, veteranos que sabem exactamente o que queremos, como Jack White e Nonpoint, a verdade é que o regresso dos Slipknot, o primeiro álbum desde da morte de Paul Gray em 2010, tem sido bem recebido pelos fãs. Outro regresso surpreendente foi The Hunting Party, dos Linkin Park, lançado dias depois do icónico concerto no Download Festival, no Reino Unido, onde actuaram o álbum que definiu o nu-metal, Hybrid Theory.

No último dia do ano, deixo aqui uma playlist dos vários álbuns que me passaram pelas mãos este ano, uns mais divertidos que outros, mas todos deixaram vontade de ouvir, pelo menos, mais dez vezes. Bom ano!

Skindred Kill The Power de Kill The Power


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Catarina Pereira lança vídeoclip de “Mea Culpa”

Foto via Catarina Pereira (Página Oficial no Facebook)

Está online o vídeoclip do tema que poderá ter sido o verdadeiro representante de Portugal na Eurovisão deste ano, “Mea Culpa” por Catarina Pereira.
Realizado por Bruno Moreira, composto por Andrej Babic e com letra por Carlos Coelho, a juntar à já fabulosa Catarina Pereira, não resta dúvida do enorme talento que está aqui contido.
Podem ver o (grande) vídeo abaixo:

Banda do Mês: Babymetal

Esqueçam tudo o que sabem sobre música asiática. Estamos perante um dos mais recentes grupos sensação que tem feito um furor incrível na imprensa musical mundial. Três raparigas, duas delas com 14 anos e uma vocalista com apenas 16 compõem este grupo chamado Babymetal. O estilo? Juntar o melhor de dois mundos: vozes fofas e infantis com riffs pesados a fazer inveja a muitas bandas por aí.

A intro Babymetal Death define, sem qualquer dúvida, o que nos espera no resto do disco. trash metal na sua pura forma e cânticos dignos duma ópera, com uma vozinha feminina pelo meio, só para marcar presença.
É depois em Megitsune que percebemos que a coisa começa-se a compor de forma sólida e que o álbum é para ser tratado como qualquer outro que ouvimos, com temas separados entre si, sem ligação.

Na verdade, podiam ser facilmente relacionadas a alguma intro das populares séries de anime, mas os temas fazem questão demonstrar que são muito mais que isso e que são perfeitamente sólidas nos seus próprios termos.

Entre Gimmie Choko!!, o single que anda a fazer furor nas interwebs e “Ii Ne”, que está entre o J-Pop e o Hip-Hop com um riff final, é claro que estas meninas não estão para brincadeira.

Curiosamente é com Onedari Daisakusen, o tema mais Nu-Metal do álbum, tem claramente uma enorme inspiração de Limp Bizkit, com todos os elementos típicos do grupo de Jacksonville.

Imaginem lá que até o reggae está inserido num tema, 4 no Uta. Quem disser que elas não surpreendentes, não sabe de todo o que anda a ouvir…

Finalmente, Headbanger!, mais um dos grandes temas no álbum, que sozinho mostra que as Babymetal não vão a lado nenhum assim tão cedo. Mal posso esperar o que têm na manga.

Nota: 8/10

Análise: Whores/Rabbits “Split 7″”

Com as splits serem cada vez mais uma forma comum de dar a ouvir mais música e duma forma mais variada, eis que os Whores dividem um 7″ com Rabbits. E o resultado não podia abrir mais o apetite. O facto de serem covers de grandes temas dos The Cure apenas deixa a expectativa mais alta.

Os Whores abrem com o grande cover “Jumping Someone Else’s Train”, um rock muito lo-fi com riffs crus e uma lírica poderosa, deixando atrás um furacão.
A calamidade assenta-se quando logo a seguir Rabbits abre com o a intro “A Reflection”, dando tempo para respirar até que “Give Me It” entre em acção e com a sua força negra conquiste o ouvinte.

Se todas as splits fossem assim tão equilibradas, que apesar da sua similaridade dentro do género, conseguem ser tão diferentes entre si. Não creio que será melhor feito em breve.

Nota: 9/10

Music Video do Dia: In Dynamics “The House”

Análise: Patrons “Patrons”

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Com influências que variam entre Biffy Clyro, This Will Destroy You e Thrice, os britânicos Patrons lançam uma amostra daquilo que são capazes e felizmente, só tenho coisas boas a dizer.

Um EP cheio de sentimentos, com “Rituals” a abrir o coração à força toda e com alguma angústia. O rock pesado apenas mostra a seriedade do tom. Seguindo directamente para “Movements”, um tema mais calmo, deixa o ouvinte perceber uma parte da história que está a ser contada. Melhor ainda, conta o riff mais brutal do disco.
Finalmente “Little Victories” dá a volta ao círculo perfeito de Patrons e termina a deixar o ouvinte a desejar mais. Apenas podemos desejar um disco inteiro que nos faça ainda mais felizes!

Nota: 9/10
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Music Video do Dia: Joseph “Cloudline”

Análise: Lazarus Blackstar/Black Shape of Nexus “Split LP”

Quatro temas brutais de duas grandes bandas modernas do Doom Metal, com uma nuvem negra sempre presentes em cada tema.

Lazarus Blackstar abre com o excelente “Commant and Control” com um bom balanço entre vocais vindos do inferno com um instrumental de morrer, que segue para o não-tão-bom ” Whispering Through Broken Teeth”, que traz mais agressividade que melodia.

Do outro lado, Black Shape of Nexus faz um reset ao ambiente com “Honor Found In Delay”, com um tom mais acelerado e urgente, enquanto que “Always and Only” com alguma influência mais stoner rock, fecha este curto disco obscuro, mas ainda decentemente composto.

Nota: 7/10

Banda da Semana: 3 Years Hollow

O facto desta banda ouriunda de Iowa e Illinois já ter tido a oportunidade de abrir para muitas grandes bandas de hard rock norte-americanas, entre elas Papa Roach, P.O.D. In This Moment e 12 Stones, só mostra que estamos perantes um novo grupo que extrái influências destas bandas todas e tornando algo de único.
Apesar de não ser tão único quanto isso, ele não é de todo “mais do mesmo”, pelo que “The Cracks”, o primeiro álbum “a sério” dos 3 Years Hollow é um disco bastante sólido.


Qualquer semelhança com Sevendust é aceitável, não fosse o disco produzido por Clint Lowery, vocalista dum dos grandes pesos do rock norte-americano. O próprio tema que Lowery participa, “For Life”, consegue ser considerado Sevendust clássico.

Ainda que haja alguma banalidade entre alguns dos temas, são faixas como “Taken By All” “Run Away” e “Lost” que destacam o melhor que ele tem, com riffs estupendos e uma sonoridade pesada, ainda com uma componente radio-friendly.

Longe de perfeito, o disco não deixa de ser uma boa aposta para quem procura um álbum de hard rock decente.

Nota: 7/10

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